domingo, janeiro 30, 2011



Às vezes tenho ideias felizes,
Ideias subitamente felizes, em ideias
E nas palavras em que naturalmente se despegam...

Depois de escrever, leio...

Por que escrevi isto?
Onde fui buscar isto?
De onde me veio isto? Isto é melhor do que eu...

Seremos nós neste mundo apenas canetas com tinta
Com que alguém escreve a valer o que nós aqui traçamos?...

Álvaro de Campos, Ás vezes

quinta-feira, dezembro 23, 2010


quinta-feira, dezembro 16, 2010





...a partir do momento em que se estabelece uma barreira, ela é já transposta por meio dessa oposição, integrando-se contra aquilo que ela se erigiu.

terça-feira, dezembro 14, 2010



Quando se fixa uma dada barreira, se fixa um limite,
ela é transposta por meio dessa oposição
e integra parte daquilo contra o que se erigiu.

domingo, dezembro 12, 2010





limite
(latim limes, -itis, caminho, raia, fronteira, atalho)
s. m.
1. Linha que separa superfícies ou terrenos contíguos (Mais usado no plural.) = estrema, fronteira, raia
2. Momento ou espaço que corresponde ao fim ou ao começo de algo. = confim, extremo
3. Termo, meta.
4. Mat. Quantidade fixa de que uma variável se aproxima indefinidamente sem nunca a alcançar.
adj. 2 gén. 2 núm.
adj. 2 gén. 2 núm.
5. Que atingiu um ponto máximo ou extremo (ex.: data limite, valor limite).

domingo, setembro 26, 2010






espectador
(latim spectator, -oris)

1. Aquele que assiste a espectáculo!espetáculo.

2. Pessoa que presencia algo. = testemunha

3. Aquele que observa algo. = observador

quinta-feira, setembro 09, 2010


De Tarde
Naquele «pic-nic» de burguesas,
Houve uma coisa simplesmente bela,
E que, sem ter história nem grandezas,
Em todo o caso dava uma aguarela.

Foi quando tu, descendo do burrico,
Foste colher, sem imposturas tolas,
A um granzoal azul de grão-de-bico
Um ramalhete rubro de papoulas.

Pouco depois, em cima duns penhascos,
Nós acampámos, inda o sol se via;
E houve talhadas de melão, damascos,
E pão de ló molhado em malvasia.

Mas, todo púrpuro, a sair da renda
Dos teus dois seios como duas rolas,
Era o supremo encanto da merenda
O ramalhete rubro das papoulas.


Cesário Verde